sexta-feira, 31 de julho de 2009

diagnóstico

às vezes me sinto a personificação da preguiça; absoluta falta de interesse em fazer qualquer coisa que não.. nada!
alguns vão dizer que isso é depressão, solidão, algum mal que signifique profunda e completa infelicidade interior;
outros vão dizer que é estresse físico, mental; falta de exercícios físicos (e mentais?);
os físicos talvez concluam que é a pura aplicação do princípio da inércia;

eu sonho acordada, fico absorta no meu mundinho de reflexões e imaginações, deduções e induções, lembranças, presente, futuro; e penso, devaneio, faço projeções, e até escolhas; tudo isso sem me mexer, sem mover uma palha do lugar.
vai dizer que isso é fazer "nada"?

terça-feira, 14 de julho de 2009

tá estressado?

é engraçado como "não ter nada pra fazer" é uma situação totalmente improvável nos dias de hoje;
e nem me refiro a sempre haver uma baguncinha a se arrumar, alguma coisa que está faltando em casa a se comprar, algum amigo pra quem prometemos telefonar;
tem inúmeras opções de ocupação que não estão na lista da "procrastinação", principalmente quando se tem internet, tv a cabo e DVD em casa;
basta uma internetzinha mais rápida (e pode ser até a roubada do vizinho pelo wi-fi) pra se ter acesso a qualquer filme (do novo, do brega, do clássico...), seriado, desenho animado, novela mexicana ou episódio do Chaves;
eu confesso que estou descobrindo esse mundinho fantástico agora, neste momento em que vivo de amor, isolada com meu notebook numa casinha de sapê;
até então, pra mim a vida era também de movimentação ininterrupta, de sempre se ter algo a fazer; mas com a diferença de que isso envolvia sempre a companhia física, de pessoas reais ao meu lado.
naquela época, o universo virtual até existia pra mim, mas só na medida em que eu pudesse conversar sobre ele com as pessoas de verdade; só quando ele se prestava a viabilizar uma conexão com o mundo real logo a seguir (os amigos que angariei no twitter é que o digam!).
hoje eu fico cá sozinha, mas circundada de diversas oportunidades de entretenimento e ocupação incríveis; e podendo curtir, com essa notável solidão, um bom extrato da cultura e informação disponíveis em todos esses meios; e trocando milhões de novas e diferentes sinapses em busca de se conhecer cada vez mais e de resolver minhas dúvidas existenciais.


No entanto, apesar de tudo, posso dizer tímida e francamente que continuo trocando tudo isso pelo "não fazer nada"...

ahhh, o bom e velho ócio...