sábado, 20 de dezembro de 2008

enquanto isso...

quero muito ser uma blogueira; darei a vida por ser uma boa blogueira; na verdade, eu nasci blogueira e não sabia!
o problema é que o teclado não acompanha a quantidade de idéias por segundo, e a idéia de antes sempre é melhor que a última; e no exato momento em que eu me despeço da arte de tentar escrever algo, 359 mil idéias novas brotam e ficam ali, se debatendo e liquidificando na minha mente! óo, óoo, já tá vindo uma avalanche aí!!!

tá, vou encerrar isso aqui antes que eu comece a falar de Javier Bardem, de Barack Obama e de resoluções de Ano Novo, tudo num mesmo parágrafo.
mas já aviso: vou sair do casulo! vou fazer deste blog espelho da minha mente debilóide, custe o que custar, doa a quem doer, ame-o ou deixe-o! yeah!

*veja na próxima edição: o diário de bordo da viagem e do show mais esperado da vida.


quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

o final do arco-íris



pêlos eriçados, corpo tenso; ansiedade, frio na barriga; ausência de fome, taquicardia; andar nas nuvens, felicidade súbita, sorriso incontido; lembranças, lágrimas nos olhos, sorriso e riso incontido: finalmente eu vou ver a Madonna!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

quem não tem cabeça tem perna



não foi muita coisa que mudou desde o humor do último post, muito embora hoje tenha sido um dia, digo uma noite pra lá de especial; mas numa dessas epifanias do meu mundo cada vez mais autista, me dou conta de que os guardanapos da mesa de bar são de fato úteis junto a uma caneta esferográfica; verdadeiros pergaminhos da história de vida que a gente quer ter pra contar.
afinal, existe alguém que realmente não queira contar a sua história hoje em dia? nua e crua, enfeitada, corrigida, disfarçada que seja: todo mundo bem quer e sabe como fazer da sua própria história de vida um filme.
a história de hoje começou com cinco amigas, reunidas por uma viagem de verão, que foram contempladas por um sexto elemento - perfeitamente compatível e sintonizado, seja no senso de humor, seja no espírito, seja até no paladar.

dispostas a se divertir na acepção que nem os dicionários ousam traduzir, a união foi puro entusiasmo, pura vontade de, enfim um sucesso. E o guardanapo ficou cheeeeio, cheio de anotações.
todas as risadas, os trocadilhos e as frases soltas, contextualizadas pelas performances particulares de cada uma das protagonistas, tudo registrado, em drops, no fiel pedaço de papel poroso.
pois dali saiu tanta idéia, tanta riqueza, tanta identidade, que não podia ficar guardada apenas naquela microrregião do cérebro encarregada de armazenar as lembranças - ainda que se deseje que nela também fique!
eis que me vem à cabeça uma genial frase do Gabriel García Márquez, em Amor nos tempos do cólera:
"Quem não tem memória faz uma de papel."


E se quer encher o papel de histórias, seja mais ridículo, e com mais freqüência.





sábado, 6 de dezembro de 2008

procrastinação




to do list em guardanapos na mesa de bar, que depois são sorrateiramente absorvidos pelas paredes da maxi-bolsa; lembretes nos notes do celular já defasado, que nunca foram lidos; agenda pra quê? conto mais com as vagas lembranças, que os neurônios carcomidos pela embriaguez ainda permitem guardar e que volta e meia aparecem, geralmente durante aquela música que sempre nos faz pensar em revolução...


reflexões, listas de prós e contras, cálculos e esboços de projeto nem sonham em se manifestar porque, Deus, acho que eu só preciso de paz agora... só mais 5 minutinhos!