terça-feira, 9 de dezembro de 2008

quem não tem cabeça tem perna



não foi muita coisa que mudou desde o humor do último post, muito embora hoje tenha sido um dia, digo uma noite pra lá de especial; mas numa dessas epifanias do meu mundo cada vez mais autista, me dou conta de que os guardanapos da mesa de bar são de fato úteis junto a uma caneta esferográfica; verdadeiros pergaminhos da história de vida que a gente quer ter pra contar.
afinal, existe alguém que realmente não queira contar a sua história hoje em dia? nua e crua, enfeitada, corrigida, disfarçada que seja: todo mundo bem quer e sabe como fazer da sua própria história de vida um filme.
a história de hoje começou com cinco amigas, reunidas por uma viagem de verão, que foram contempladas por um sexto elemento - perfeitamente compatível e sintonizado, seja no senso de humor, seja no espírito, seja até no paladar.

dispostas a se divertir na acepção que nem os dicionários ousam traduzir, a união foi puro entusiasmo, pura vontade de, enfim um sucesso. E o guardanapo ficou cheeeeio, cheio de anotações.
todas as risadas, os trocadilhos e as frases soltas, contextualizadas pelas performances particulares de cada uma das protagonistas, tudo registrado, em drops, no fiel pedaço de papel poroso.
pois dali saiu tanta idéia, tanta riqueza, tanta identidade, que não podia ficar guardada apenas naquela microrregião do cérebro encarregada de armazenar as lembranças - ainda que se deseje que nela também fique!
eis que me vem à cabeça uma genial frase do Gabriel García Márquez, em Amor nos tempos do cólera:
"Quem não tem memória faz uma de papel."


E se quer encher o papel de histórias, seja mais ridículo, e com mais freqüência.





2 comentários:

Lôoo disse...

Bah, vai faltar guardanapo de tanta história!! ahahaha
Inda bem que somos ridículas!!;)

Lisa disse...

Ih acabo de descobrir que adoro uma ridícula....