Levou tempo, mas aqui estou eu de novo.
desde o dia 8 de março de 2009, quando desembarquei no admirável mundo novo São Paulo, venho desejando, mentalizando, ansiando por registrar meus pensamentos, pra dividi-los com esses interlocutores imaginários do meu blog.
Me dei conta de que tem coisas que só faz sentido mesmo descobrir se a gente pode compartilhá-las com alguém.
Na verdade, ainda tenho minhas dúvidas sobre esse limite do que a gente pode/deve compartilhar com os outros, e o que pode ser um segredinho personalíssimo ou uma daquelas pieguices, filosofagens e loucuras que a gente tem com nossos botões, e só externa em momentos de extremo afetamento etílico.
o meu caso talvez seja mais crônico que isso, porque desde a adolescência eu tenho dificuldades de dividir com as amigas, por exemplo, a descoberta de uma paixonite nova. Bobo, né? mas é engraçado como, pra mim, revelar isso a alguém quebra o encanto do amor novo, porque parece que eu nunca vou conseguir transmitir pro ouvinte a dimensão das coisas, do romantismo, das trocas de olhares, do environment com o rapazinho. E perceber que, depois de receber a notícia, a amiga ouvinte não entende isso que eu quero expor, parece reduzir a história a uma manchetezinha de jornal dessas que se recebe no feed de notícias do Terra a cada 8 segundos.
As amigas leitoras por favor não se ofendam! Essa minha mania é coisa patológica!
É claro que essa dúvida acerca do "compartilhamento de informações" ainda tem outros diversos níveis de análise, mas a minha idéia aqui é simplesmente dividir (ou compartilhar; essas são as palavras-chave do texto, como vcs podem ver...) a constatação de que se expressar, reproduzir pensamentos e observações do mundo, é uma coisa pulsante do ser humano; certamente é o que dá sentido à inteligência atribuída a ele.
Antes de chegar em São Paulo, essas reflexões eram "escoadas" por meio de conversas triviais com meus amigos, meus pais; em uma mesa de bar ou em uma viagem de carro até o supermercado.
Quando cheguei aqui, sem esses interlocutores, fui acumulando e inflando com esse monte de "ovos de colombo" que ia descobrindo, observando, constatando, mas sem conseguir transferir pra ninguém ou por nenhum outro meio.
Não consegui me sentir à vontade pra fazê-lo aqui, e isso está me matando.
Talvez porque tenha me parecido que os novos ouvintes também não compreenderiam a dimensão das coisas que se passam através do meu olhar extasiado, assim como a amiga pra quem eu não conto do novo possível amor descoberto.
Ou porque, de qualquer forma, passo muito tempo sozinha, e a engenhoca aqui na cabeça funciona a força total, full time.
Só sei que isso não vai ficar assim.
Vou dar um jeito nessa situação.
E já sei como.
Vc aí, leitor onipresente, já entendeu o que é que eu vou fazer?
Vai entender a cada post diário que eu publicar ;)
*talveeeeez eu até revele as histórias dos novos amores... quem sabe...
segunda-feira, 29 de junho de 2009
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2 comentários:
conta pra prima, conta. beijossss
Que ótimo, Carol! Adorei teu mail e teu primeiro post! Tomara que consiga mesmo escrever todos os dias! Assim a gente fica sabendo de tudo que tá acontecendo por aí contigo! =) Beijoca. Tudo de bom!
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